Eu não me lembro ao certo se foi em 2015 ou 2016, que a Renault foi alvo, o centro de uma série de rumores, envolvendo transferências de pilotos. Agora, isso volta a acontecer, graças a presença de um (sinto muito, fãs) incompetente Jolyon Palmer.
Campeão da então GP2 Series em 2014, quando tinha o melhor carro do grid e tirava pilotos da pista com a permissão omissão dos comissários, no ano seguinte ele conseguiu apenas uma vaga como reserva da Lotus, para então em 2016, tornar-se titular da, a partir dali, Renault.
Foi um ano desastroso, com abandonos ridículos e, por mais que tenha, sim, melhorado nesta temporada (viu? Não sou tão cruel assim), não vem entregando resultados. Não marcou um mísero pontinho sequer para a esquadra francesa (contra 26 de Nico Hulkenberg) e com isso, somado aos
cada vez mais proveitosos testes de Robert Kubica, sua batata vem sendo nem assada, mas gratinada ao molho. Tipo aquele macarrão do Spoleto, sabem? Aquilo sai quente pra
caralho caramba do forno.
Para o GP da Hungria, que acontece no próximo final de semana, o carro de Palmer receberá atualizações aerodinâmicas importantes e, com isso, ficou-se subentendido que: ou você mostra serviço urgentemente, ou tá fora, rapaz. E quem vai pegar esse mesmo carro na semana seguinte para
testes em Hungaroring? Isso mesmo: Kubica. Dependendo dos resultados, ele é cogitado para andar nos treinos livres dos GPs seguintes. Como
já era cogitado, aliás.
Recentemente o espanhol mais jovem sugeriu sutilmente que deixaria os rubro-taurinos no ano que vem e, por isso, levou esporro de todo mundo que tem cargo de direção na companhia. Christian Horner, Helmut Marko, Franz Tost... Acho que até o dono da bagaça toda, Dietrich Mateschits. Enfim, teve fila pra xingar Sainz. Chamaram-no de ingrato e que, por força de contrato, vai continuar com eles, sim. Bem, sinal de que seu potencial é muito cobiçado.
"Ah, mas tá certo, os pilotos são sortudos de estarem no programa da Red Bull". Concordo! No que diz respeito à oportunidade. Mas como dizem economistas e a galera de contábeis em geral: não existe almoço grátis, gente. Com a garotada vencendo nas categorias de base, também se promove a marca. Uma mão lava a outra. Então a relação não é bem assim de um só fazendo favor para o outro.
Pode ser só para os testes? Sim. Mas ele também pode estar sendo preparado para eventualmente substituir um dos pilotos da satélite rubro-taurina, embora esta também esteja envolvida
em boatos de se tornar time de fábrica da Honda. Quanta coisa envolvida, hein?
Há ainda interesses da McLaren sobre a mesa. Ela não liberaria Alonso, nem abriria mão de Sainz assim, de mão beijada. Estão de saco cheio da Honda, e querem outro motor.
Ferrari e
Mercedes-Benz não estão nada dispostas a dar essa ajuda, pois sabem que a rival é mestre em fazer bons chassis. Restaria, então, a Renault, com um piloto como moeda de troca, caso as coisas não deem certo com Kubica.
Infinitas variáveis nas mãos de um gênio. Ele, o mito, a lenda: Palmer. Que já disse ter tomado uma providência: queimou sua cueca do azar. Quando ele teve sorte? Também não sei.
Um abraço!