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domingo, 17 de junho de 2018

WEC/ELMS 2018/19 - 24 Horas de Le Mans 1


Primeiramente, o motivo do "1" no título: como sabemos, esta é uma "super temporada" de dois anos, com duas edições da mesma prova no campeonato.

Todos nós sabíamos que, este ano no WEC, entre os protótipos híbridos da classe LMP1, a Toyota correria contra ela mesma. Porém, nos últimos anos, igualmente ela vinha sendo sua própria carrasca, quebrando à noite ou, pior, nos minutos finais das tradicionais 24 Horas de Le Mans.

Enfim, o carro vencedor foi o TS050 #8, comandado por Kazuki Nakajima, Sébastien Buemi e Fernando Alonso (você perdeu como este foi parar aí, leia isto). O mesmo que largou da pole position.


Com duas voltas de vantagem sobre o #7 de Kamui Kobayashi, Mike Conway e José María López completou a dobradinha nipônica, fazendo história em La Sarthe, independentemente dos fatores. Aliás, foram os pilotos japoneses dos dois carros que receberam a bandeira quadriculada.

E olha que, por Buemi exceder o limite de velocidade na zona de desaceleração, o trio vencedor recebeu um stop and go de 60 segundos. Mas em seguida, Alonso e Nakajima conseguiram correr atrás do prejuízo e ainda construir uma ampla vantagem.

Então, dando uma olhada para o grid da Fórmula 1, temos três vencedores de uma das corridas mais importantes do mundo: Nico Hulkenberg, Brendon Hartley e agora, o espanhol bicampeão mundial dos monopostos. Para este completar a Tríplice Coroa do Automobilismo, falta "apenas" as 500 Milhas de Indianápolis, que ele já tentou uma vez, e talvez volte a fazê-lo no ano que vem, pois pensa até em mudar para a IndyCar Series. E pode ser que a McLaren vá junto. O GP de Mônaco, ele já venceu.


O pódio da classe LMP1 foi completado pela Rebellion Racing, com o #3 de Mathias Beche, Thomas Laurent e Gustavo Menezes. E em 4º, outro carro da mesma equipe, o #1 de Bruno Senna, André Lotterer e Neel Jani.

Candidato ao título mundial da Formula E, pois é líder do campeonato, Jean-Éric Vergne venceu a prova na LMP2, ao lado de Roman Rusinov e Andrea Pizzitola, com o Oreca 07 #26 da G-Drive, que na verdade disputa o ELMS.

O pódio foi completado pela Signatech, com seu Alpine 470 #36 comandado por André Negrão, Nicolas Lapierre e Pierre Thiriet; e outro Oreca 07, mas o #39 da Graff-SO4, de Vincent Capillaire, Tristan Gommendy e Jonathan Hirschi.


Atualização (18/06): desclassificação muda o vencedor da LMP2.

A Porsche pode ter saído da LMP1, mas não foi menos vencedora em Le Mans este ano. Pelo contrário, venceu nas classes tanto GTE-Pro quanto na GTE-Am, dominando os gran turismo.


Na primeira, com a equipe de fábrica, venceu o 911 RSR #92 de Laurens Vanthoor, Michael Christensen e Kevin Estre. E na outra, com o mesmo modelo, o #77 de Matt Campbell, Christien Ried e Julien Andlauer, da Dempsey-Proton, que sim, é o time independente do Patrick Dempsey.


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Um abraço!

domingo, 18 de junho de 2017

WEC 2017 - 24 Horas de Le Mans - Corrida


Le Mans é imprevisível e cruel. Como dizem, não se escolhe vencer Le Mans. Le Mans escolhe você.

Parecia que esse ano era da Toyota, quando tudo começa a dar errado na mesma hora e, quando pensam que a vitória caiu no colo de determinado carro da Porsche, poucas horas antes do fim, outra reviravolta acontece e aquele outro carro alemão que parecia fadado ao fracasso, surge como vencedor.

Contando melhor o que houve, a primeira fila era dos nipônicos. Uma classificação com direito a novo recorde no circuito, quebrado depois de décadas por Kamui Kobayashi. E quase até a metade da corrida, tudo parecia certo. Vez ou outra as posições eram invertidas, na pista ou nos boxes. A Toyota não largava o osso da liderança de jeito nenhum.

De repente a 11ª hora de prova, já que estamos falando de uma equipe japonesa, vamos fazer analogia com o mangá/anime Shingeki No Kyojin/Attack On Titan: primeiro o TS050 #8 de Sébastien Buemi sofreu o ataque do Titã Colossal, com superaquecimento dos freios, que pegaram fogo, mas o suíço conseguiu levar o carro aos boxes; depois Kobyashi com o ataque do Titã Encouraçado, sofreu com a embreagem dando problemas e teve que deixar o #7 pelo meio do caminho de la Sarthe. Não lembro ao certo quando, mas mais ou menos por aí, o #9 da Toyota também abandonou.

Devo lembrar agora que horas antes, o Porsche #2 já havia sido dado como derrotado, fazendo reparos nos boxes. Assim como os mecânicos da Tropa de Exploração (ainda uma referência ao anime) foram consertar o #8. Enquanto isso, o 919 Hybrid #1 da Porsche herdou a liderança. Parecia que seria uma vitória tranquila. Pois praticamente este vinha sendo o único sobrevivente da classe LMP1. Mas só parecia mesmo. Na 21ª hora, ficou pelo caminho. Então o #2, que voltou horas depois, atrasado, ficou com a vitória, com Timo Bernhard, Earl Bamber e Brendon Hartley. O #8, dos líderes do WEC, também conseguiu voltar à pista e foi o 2º e último colocado de sua categoria.


No geral, o pódio foi um pouco diferente: um LMP1 e dois LMP2 completando os outros degraus. Vencedor da segunda divisão de protótipos, o time de Jackie Chan, com Ho-Pin Tung, Thomas Laurent e Oliver Jarvis, conseguiu superar a Rebellion de Nelsinho Piquet, Mathias Beche e David Hansson. O outro LMP1 sobrevivente foi apenas o 9º no geral.

Atualização (19/06); irregularidades foram descobertas no #13 da Rebellion na inspeção pós prova, que com isso, perde o pódio. O carro tinha uma parte customizada que facilitava os reparos numa parte que eventualmente poderia ser problemática.

André Negrão, Pierre Ragues e Nelson Panciatici, com o Alpine A470 #35 da Sighnatech, fecharam o top 5 geral e ficaram em 4º em sua categoria.

Continuação da atualização: assim, o Alpine de Negrão mencionado acima herda o pódio, e a Jackie Chan DC Racing consegue uma dobradinha.

O Dallara #29 da Netherlands, de Rubens Barrichello, Jan Lammers e Frits Van Eerd teve problemas, terminando em 14º no geral e 12º em sua categoria. Da mesma forma, o Oreca 07 Gibson #31 da Rebellion também sofreu pra lá da metade da prova, até então como forte candidato ao pódio. Mas Bruno Senna, Nicolas Prost e Julien Canal acabaram em 17º no geral e 15º na LMP2.


Se a primeira vitória de um brasileiro não aconteceu na LMP2, veio na GTE-Pro e com um estreante. A categoria com disputa acirradíssima do início ao fim, viu o Vantage #97 do time de fábrica da Aston Martin se sair vencedor, sem sofrer com maiores problemas e tendo excelentes performances de Daniel Serra, Jonatham Adam e Darren Turner. E foi com direito a ultrapassagem sobre um Corvette na última volta!

Atualização e correção: perdão, pois houve Jaime Melo Jr., em 2008 e 2009.

De quebra, fazendo uma dobradinha, tivemos Pipo Derani, ao lado de Andy Priaulx e Harry Tincknell, no Ford GT #67 da Ganassi. Seus companheiros do #68, Tony Kanaan, Dirk Müller e Joey Hand, chegaram em 23º no geral e 6º na categoria.

Finalmente, na GTE-Am, a vitória foi da JMW Motorsport, com uma Ferrari 458 Italia GT2 #84, pilotada por Robert Smith, Will Stevens e Dries Vanthoor.

O brasileiro que disputava nesta classe, Fernando Rees, com o Corvette C7.R #50 da Larbre Competition, cravou a pole position e liderou um bom número de voltas. Mas em algum momento, ele, Christian Philippon e Romain Brandela tiveram problemas. Mas completaram a corrida. Ficaram em 15º na GTE-Am e 49º no geral.


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Um abraço!