domingo, 18 de março de 2018

Rapidinhas ( ͡° ͜ʖ ͡°) dos esportes a motor: o ePrix de Punta del Este da Formula E; o GP do Catar da MotoGP; equipes da Moto-e; e Gomes na NASCAR


Este foi um final de semana em que não pude fazer tudo da forma como eu queria, por circunstâncias além do meu controle, então infelizmente, nem as competições do esporte a motor, eu pude acompanhar direito.

Então, vou dar aqui um resumo das duas com as quais este blog tem alguma afinidade maior. E acrescentar mais algumas "rapidinhas".

Bem, ontem, no Uruguai, tivemos o ePrix de Punta del Este da Formula E.

Como pudemos ver no México, a Audi Sport resolveu o problema do carro de Lucas di Grassi, que assim, demonstrou um desempenho muito forte. Com isso, as expectativas em relação ao atual campeão do certame, eram altas. E ele confirmou isso: pole position.

Porém, a inspeção atacou novamente - mas com razão, nisto (porque mais adiante, falarei sobre uma punição).

Ocorre que di Grassi e Alex Lynn, da DS Virgin, que formariam a primeira fila, mais dois que vinham atrás, foram desclassificados, por desrespeitarem os limites de pista. Mas esta não foi, digamos, uma conduta dolosa. Aconteceu porquê algo que demarcava a pista, foi atingido por outro carro. Então esses quatro passaram ali ingenuamente.

A posição de honra, então, caiu no colo de quem? De ninguém menos do que o líder do campeonato, Jean-Éric Vergne, que fez um tempo de volta muito acima dos demais à sua frente (pela razão supramencionada), o suficiente apenas para fechar o top 5.

O piloto da Techeetah, então, dominou a prova. Mas não com tranquilidade, pois di Grassi vinha logo atrás com a faca nos dentes, sedento pela posição que lhe foi tirada - o que novamente, confirma a força restabelecida de sua equipe. Um duelo feroz até a linha de chegada.

Mas o francês venceu, avançando ainda mais na liderança do campeonato, agora com 30 pontos de vantagem sobre Felix Rosenqvist. O sueco da Mahindra fechou o top 5.

O pódio foi completado, claro, por di Grassi, e Sam Bird, da DS Virgin, que largou em 6º. E em 4º, ficou o também previamente desclassificado (sua melhor volta, pelo menos) Evans. Seu companheiro na Jaguar, Nelsinho Piquet, que vinha fazendo uma temporada consistente, abandonou, pois com o primeiro carro quebrado, teve que trocá-lo cedo demais e logo ficou sem energia.

Ah, é! Já ia me esquecendo: Lucas ainda levou uma multa da organização, de 10 mil euros, por não usa aquela roupa por baixo do macacão que fosse a prova de fogo.


Hoje na abertura da temporada da MotoGP, Andrea Dovizioso mandou um vá te Catar para Marc Márquez.

Perdão, eu não resisti. Mas falando sério agora...

Tivemos o GP do Catar na principal categoria da motovelocidade mundial (e como eu disse que seria, foi uma prova noturna), e o vice-campeão do ano passado, levou a Ducati ao trinfo sobre a Honda do espanhol, dando continuidade ao duelo do ano passado.

O pole position foi Johann Zarco, da Tech3 (que ano que vem, deixará de ser cliente da Yamaha, trocando esta pela KTM, e inclusive a marca japonesa quer colocar uma terceira moto na disputa para não perder o francês), mas Dovizioso, Márquez e Valentino Rossi da Yamaha, nesta ordem, formaram o pódio, chegando todos dentro do mesmo 0,8 segundo.

Zarco liderou 15 das 22 voltas, acho importante ressaltar.

Ainda no Catar, no final da semana passada, a Dorna anunciou as equipes para a disputa da Moto-e, sua nova categoria de motos elétricas: VR46, Ángel Nieto, Marc VDS, Tech3, Pramac, LCR, Gresini, Avintia, IntactGP, Pons e Sic58. Sim, todas que já participam da MotoGP, Moto2 e Moto3.

Por último, Marcos Gomes, campeão da Stock Car em 2015, anunciou que correrá na NASCAR este ano. Mas calma, que é numa divisão regional ou de base, e não será em todas as provas do campeonato que, aliás, já começou.

Serão pelo menos sete etapas (planejam fazer mais duas) da K&N Pro Series East, que corre no lado leste dos Estados Unidos, pela NextGen Motorsports.


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Um abraço!

sexta-feira, 16 de março de 2018

Curso e prova na renovação da CNH: como será, e crítica.


Atualização (18/03): como eu expliquei o mínimo aqui, esta resolução, que trazia ainda outras más alterações, será revogada amanhã, antes mesmo de sua vigência.

Talvez no meio desta semana, você já tenha visto algo sobre uma nova obrigatoriedade em refazer curso e prova ao renovar a Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Caso contrário, ou se não se aprofundou, vamos falar disso aqui.

Na última quarta-feira, dia 14 de março, foi publicada uma nova resolução pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran). Esta é a de número 726/18. Determinando que, a partir de junho, então, quando passará (ou passaria) a valer, o motorista que for renovar seu documento, terá que, além de passar pelos exames comuns de aptidão, também fazer um curso teórico (de 10 horas/aula, podendo fazer no máximo 5 por dia) e ao final deste, uma prova. Se não passar nesta, poderá refazê-la em 5 dias e, novamente sendo reprovado, terá que refazer o curso.

A resolução se baseia no Código de Trânsito Brasileiro, e a motivação, segundo o Denatran, é atualizar o conhecimento dos condutores sobre o trânsito, que se modifica constantemente.

Passada essa parte objetiva do texto... Ah, tenha dó, né? Como se houvessem muitas inovações e, mesmo que houvessem, não pudéssemos aprender na prática. Como se tivéssemos que fazer um curso a cada vez que houvesse alteração de alguma norma. O processo de habilitação só se complica mais a cada ano, e nenhuma medida é efetiva na melhoria dos motoristas e motociclistas. Já bati muito nessa tecla, aqui e aqui (e poderia falar muito mais). O verdadeiro interesse por trás dessas medidas... enfim... vocês sabem perfeitamente qual é. Cadê a moralidade, Estado?

A propósito, deixem eu conversar um pouquinho sobre Direito (que é a minha formação) com vocês, sobre este caso. Mas sem muita chatice, viu? Vou tentar simplificar o máximo possível.

Vamos falar um pouco sobre Direito Administrativo, e os princípios que regem (ou pelo menos deveriam) os atos da Administração Pública e seus agentes? Vamos: legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência. Isso só para citar apenas os previstos na Constituição Federal de 1988. Fora os doutrinários, que também são válidos.

Eu vou ser bonzinho com quem cria essas aberrações jurídicas, e falar só como o primeiro princípio já foi violado (embora já tenha deixado outro meio implícito).

Toda resolução deve se basear em lei. Se ela existir por si mesma... bem, ela simplesmente não pode existir. Porém, este não é o caso. CTB, né? E este, é fraco e abre brecha para inúmeras arbitrariedades. Uma das leis mais vagas que eu já li, pra ser feito esse tipo de coisa (e piores, no dia a dia). Inclusive esta da qual estamos tratando aqui.

Agora, indo um pouco para a Constituição Federal, esta diz que ninguém é obrigado a fazer ou deixar de fazer algo, senão em virtude de lei. Bem, acabei de falar da base legal, mas também do quanto esta é vaga, logo, esta resolução nem deveria existir.

Em terceiro lugar (primeiramente, os princípios e em segundo, o direito fundamental supramencionado), nós temos aqui algo chamado direito adquirido, que não pode ser tomado. Diferente de quem, por doença, pela idade ou outra circunstância relevante, já não possui mais aptidão, se eu não passo nessa prova, vão retirar meu direito de dirigir? Isto já está ilegal e duplamente inconstitucional!

Tem muito mais pano pra manga, mas acredito que, o que escrevi aqui, já tenha sido mais do que o suficiente para deixar o absurdo visível. Certo? Falei que seria bonzinho. Esta resolução deve ser revogada ou anulada!


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Um abraço!

quinta-feira, 15 de março de 2018

Rapidinhas ( ͡° ͜ʖ ͡°) do dia: Rossi continua na MotoGP; contratação de membro da FIA e dedo da Ferrai na Indy 500; DTM nortuna; e mais de WEC, NASCAR, F3, F4, GP3 e Super Formula


Dane-se a idade! Ele não quer saber de parar! Valentino Rossi continuará na MotoGP, e com a Yamaha, por pelo menos mais duas temporadas. Ou seja, até os 41 anos.

Falando em italianos, para a raiva das outras equipes (porque esse pessoal é disputado, por guardar segredos), a Ferrari anunciou a contratação de Laurent Mekies, membro do departamento de segurança da FIA na Fórmula 1. Mas ele continua na entidade até junho, quando termina o seu contrato atual, e chega à Maranello em setembro.


Ainda sobre o Cavallino Rampante, seguindo o exemplo da McLaren com a Andretti no ano passado, a Scuderia Corsa, representante da Ferrari em algumas outras categorias, firmou uma parceria com a Rahael Letterman Lanigan, da IndyCar, para disputarem as 500 Milhas de Indianápolis. O piloto escolhido pelas partes, é Oriol Servià.

Mudando de certame novamente, no DTM, a etapa de Misano este ano será... nortuna! A justificativa? Fugir do calor do verão europeu, e não concorrer com o GP da Bélgica de Fórmula 1.

No WEC, Nyck de Vries, pupilo da McLaren que disputa a Fórmula 2 (e agora será pela Prema, já que a Ferrari mudou de time), também irá correr na LMP2 pela Team Nederland.


A Porsche entrará na Formula E a partir da próxima temporada, isto é, 2018-2019, e é para o início do ano que vem que a marca planeja seus testes com a nova geração de carros da categoria.

A partir do ano que vem, também, na NASCAR, após 18 temporadas de parceria, o heptacampeão Jimmie Johnson não terá o patrocínio da Lowe's.

Agora, vamos falar um pouco de categorias de base...


A GP3 Series voltou aos testes, agora em Jerez de la Frontera, e Pedro Piquet, com a Trident, hoje foi o 2º mais rápido.

Em Adria, nos testes da Fórmula 4 Italiana, Gianluca Petecof, membro da Ferrari Driver Academy, foi o 3º, após dar um impressionante número de 139 voltas.

E não nos esqueçamos dele, Bruno Carneiro, que tem uma história incrível. Bom... ele corre na Fórmula 3 Japonesa, e por isso é difícil encontrar e entender resultados. Mas pelo que vi, nos testes em Suzuka, ele esteve mais em 7º.

Ainda no Japão, no mesmo circuito, como previamente anunciado, Pietro Fittipaldi testou na Super Formula esta semana com a Team LeMans. Não achei tempos específicos, mas foi noticiado que ele teve desempenho superior ao dos titulares do time.


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Um abraço!