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terça-feira, 6 de dezembro de 2016

F-V8 volta a ser World Series


Em 2015 tínhamos a World Series by Renault, porém com a saída da montadora francesa como parceria técnica, a empresa RPM, que promove o campeonato há décadas, teve que arranjar outro nome, pelo menos por algum tempo. Desta forma, ao longo desse ano tivemos a Formula V8 3.5.

Ao longo da temporada, foi anunciada a parceria com o WEC e assim, a F-V8 vai passar 2017 acompanhando o certame de endurance em seis de suas etapas, incluindo corridas fora da Europa, isto é, na América e na Ásia.

Perder a Renault foi um golpe, mas com o empenho da RPM e futuramente sendo evento satélite de um campeonato mundial, a FIA autorizou a categoria a voltar com a nome de World Series, mas tendo o atual como complemento. Ou seja, será World Series F-V8 3.5.


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segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Tom Dillmann conquista título da Formula V8 3.5


Louis Delétraz era o líder do campeonato e favorito ao título, mas com a vitória de Tom Dillmann na corrida 2 da Formula V8 3.5 em Barcelona, este é que tornou-se o campeão.

Delétraz era o pole position e Dillmann, apenas o 7º, mas o vencedor acertou na estratégia, enquanto o pole fez uma péssima largada, caindo para 4º e não podendo superar Pietro Fittipaldi, que finalmente subiu ao pódio da categoria.


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domingo, 7 de agosto de 2016

Rumo à Fórmula 1: os degraus das categorias de base

É óbvio que um piloto de Fórmula 1 não chega lá à toa, de forma tão simples. Tem todo um percurso, subindo de degrau em degrau, até chegar ao topo. Normalmente isso é feito na Europa, onde é o berço do automobilismo. Mas alguns países distantes do Velho Mundo tem suas categorias para dar alguma base, para que seus pilotos já vão com algum preparo.

Bem... Isso tudo se não for algum playboy multimilionário que pague para fazer alguma corrida numa equipe nanica, mas ainda assim, isso não quer dizer que ele seja necessariamente ruim. Muitos jovens pilotos vem de famílias tradicionais que gostam de automobilismo, então ter a oportunidade para eles é algo mais natural.

Exceções à parte, vou escrever aqui quais os possíveis caminhos para se chegar à Fórmula 1. De forma não tão aprofundada, para não ficar muito cansativo.


Naturalmente, o kart é a base de tudo. A maior peneira de todas. Até mesmo algumas equipes da Fórmula 1 já ficam de olho ali, pra verem se vão incluir algum daqueles pupilos em seus programas de desenvolvimento. Foi o caso de Lewis Hamilton com a McLaren, por exemplo. Ou Sebastian Vettel, que foi descoberto assim por Michael Schumacher.


Sendo campeão ou ganhando algum destaque no kart, é hora de subir para os monopostos. Claro que para isso, precisa de algum suporte financeiro. Para aqueles que já fazem parte de alguma academia, sem problemas. Caso contrário, hora de conseguir alguns patrocinadores, se é que já não os tinha no kart. É aí que as coisas começam a apertar. A não ser que, mais uma vez, seja alguém com uma família que tenha condições de bancar essa bolada.

Nesse início dos carros de fórmula, pode ser desde um F4, como o mostrado acima, ou algum campeonato de marca única, como Fórmula Renault ou Fórmula Ford. Ou ao invés de passar por essa fase, pode-se ir direto à uma Fórmula 3 também. Tanto F4 quanto F3 correm com motores de 4 cilindros em linha, com alguma preparação. Rendendo aproximadamente de 150 cv a 240 cv de potência, respectivamente.


Chegando à Fórmula 3, as coisas ficam ainda mais sérias. Essa é a hora que começam a surgir as chances de testes na Fórmula 1. E se no kart as equipes já ficavam em busca daquele diamante bruto, aqui isso acontece de forma ainda mais intensa. Essa é a hora de entrar num programa de desenvolvimento de pilotos, para que as oportunidades apareçam.

Antigamente, até meados dos anos 90, talvez até início dos 2000, como foi com Kimi Raikkonen, era menos complicado ir da Fórmula 3 direto para a Fórmula 1. Nos últimos anos, apenas Max Verstappen conseguiu isso. Mas nos anos 70, 80 e 90, como eu disse, isso já era mais comum, como foi com Emerson Fittipaldi, James Hunt, Niki Lauda, Nelson Piquet e Ayrton Senna, por exemplo. Mas reparem que esses são aqueles casos bem especiais (embora Lauda tenha entrado como pagante). Para os que não se encaixam nisso, hoje temos degraus mais próximos ao topo, sem dar um salto tão grande.


Criada em meados da década passada, mais especificamente em 2005, temos a GP2 Series e, alguns anos depois, veio a classe um pouco inferior, a GP3 Series. Do menos ao mais próximo da Fórmula 1, os carros, hoje, tem potências de 400 cv num motor V6, e 615 cv num V8.

Dos pilotos que estão ou passaram pela Fórmula 1 nos últimos anos, um bom número deles chegou através dessas categorias: Hamilton, Nico Rosberg, Nico Hulkenberg, Daniil Kvyat, Sergio Pérez, Valtteri Bottas, Esteban Gutiérrez, Romain Grosjean, Pastor Maldonado, Felipe Nasr, Jolyon Palmer, Vitaly Petrov, Rio Haryanto, entre outros. Alguns como campeões. A maioria, na verdade. Aliás, houve época em que o título em uma dessas duas divisões, era quase uma vaga na Fórmula 1 garantida.


Quem não chegou à Fórmula 1 por essas duas categorias, pegou um outro caminho tão bom quanto: o certame que hoje conhecemos como Fórmula V8 3.5, mas que nos últimos anos era a World Series by Renault, com monopostos de 530 cv de potência e o motor, o nome já diz qual é. De lá vieram caras como Daniel Ricciardo, Kevin Magnussen, Carlos Sainz Jr., Giedo van der Garde, Robert Kubica.

Uma coisa que vale ressaltar, é que muitas equipes atuam em mais de um ou em todos esses campeonatos que eu citei, ou já atuaram, como Carlin, Dams, Fortec e ART Grand Prix, como exemplos. E no caso de algum piloto ser da academia de alguma equipe da Fórmula 1, elas estabelecem um vínculo.


Melhor ainda se a equipe da qual o piloto faz parte da academia, for uma fornecedora de motores. No caso de Mercedes e Ferrari, por exemplo. Pois aí podem pegar um de seus pupilos da base e/ou reservas na Fórmula 1, e colocarem para correr numa equipe cliente, como os alemães fizeram com Pascal Wehrlein na Manor (vale lembrar que este veio do DTM, que é um campeonato de turismo) e os italianos ao colocarem Gutiérrez na Haas. Fica sendo uma espécie de preparação, um estágio final, antes de assumirem o cockpit das equipes de ponta.


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sábado, 30 de julho de 2016

Fórmula V8 3.5 se junta ao WEC


A informação vem da sempre boa Autosport (que não sei porquê esqueci de incluir naquele post de indicações... acabei de acrescentar lá), que noticiou isso no meio desta semana.

A Fórmula V8 3.5, que nada mais é do que a antiga World Series by Renault, passa por um período de, digamos, reconstrução após a perda do suporte técnico da montadora francesa, embora os carros continuem usando seus motores. Só não há mais uma parceria, como o campeonato sendo algo da Renault. Ele voltou para as mãos de Jaime Alguersuari (não, não o ex-F1... pai ele), através de sua promotora da categoria, a RPM Racing.

Mas a F-V8 3.5 já tem um novo parceiro para 2017: o WEC. A categoria irá acompanhar o mundial de endurance em pelo menos seis corridas na próxima temporada. Por mim, um bom negócio para quem quer recuperar seu espaço no automobilismo de base, como um dos principais degraus antes da Fórmula 1. E bom também para aproximar uma garotada do WEC, que também é bom certame para se seguir carreira, embora seja melhor ter mais experiência.

Acompanhando um campeonato mundial, os horizontes da F-V8 vão se expandir pelo mundo, participando das etapas do WEC em Fuji, no Japão, no Bahrein e no México, além das etapas europeias de Spa-Francorchamps, Nürburgring e Silverstone.

Tanto Alguersuari quanto Gerard Neveu, chefão do WEC, estão empolgados com o novo acordo entre suas respectivas categorias.


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domingo, 17 de abril de 2016

Fórmula 1 2016 - Aos 17 anos, o brasileiro Sette Câmara pilota o Red Bull RB8


Tendo ingressado na academia de pilotos da Red Bull no final do ano passado, o brasileiro Sérgio Sette Câmara que atualmente corre na Fórmula 3 Europeia, sentiu hoje pela primeira vez o gostinho de guiar um carro da Fórmula 1. Já tinha sido noticiado que isso aconteceria, mas eu preferi esperar pelo dia certo.

Foi numa exibição em Aragão, durante a etapa da Fórmula V8 3.5 (ou 3.5 V8, eles ainda parecem meio indecisos com o nome) no circuito espanhol. O carro escolhido foi o RB8, do tricampeonato de Sebastian Vettel em 2012. Bem, na verdade foi o carro que era usado por Webber, já que o alemão e os austríacos tinham um acordo de que, vencendo o campeonato, o piloto levava o carro pra casa.

O mineiro tornou-se o piloto mais jovem do Brasil a guiar um F1, aos 17 anos. Olha... talvez tenha sido até o mais precoce em geral a ter esse feito. Talvez, porque Vettel guiou uma BMW-Williams pela primeira vez quando ainda estava no colégio, tendo que pedir uma autorização especial para deixar a aula mais cedo na época. E também tem o Max Verstappen da Toro Rosso, que passou seus primeiros meses na Fórmula 1 com essa mesma idade do brasileiro.

Não foi nenhum um teste, ainda. Mas toda experiência num F1, especialmente a primeira, traz algum aprendizado. E Sette Câmara correu muito atrás disso, conversando com os engenheiros e mecânicos. Pode ser que, como outros que já tiveram essa oportunidade e não chegaram à Fórmula 1, o mesmo aconteça com ele. Mas espero que não, e acredito nele. Porque ele os rubro-taurinos não escolheram à toa, porque ele corre bem e porquê, como podem ver, ele quer aprender tudo o que precisa o mais cedo possível. E como me lembraram nos comentários de um grupo no Facebook, "para ter o recorde de volta em Macau num F3, esse cara tem que ser bom".

Se nos próximos dias a Red Bull liberar um vídeo com as proezas do piloto, eu o trago para cá em um outro psot só para este fim. E acelera, Sérgio!


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